09 julho, 2005

"Quem inventou o amor?", já se perguntava Renato Russo. Um dos grandes gênios de nossa éppoca.

E agora, o que é o amor? Que é amor?
Quando saber que há amor entre nós dois, entre dois mundos? Como?
O que é o amor, me explica por favor?

Você acredita na pessoa amada?
Acredita que há "pessoa amada"?
Acredita que em algum lugar deste compartimento de oxigênio exista alguém que respira o ar que você... expirou?
E assim vão vivendo simultaneamente, percebendo-se sem se notar, necessitando-se sem conhecer.

"Que em ti exceda o que em mim carece, para que sejamos necessários". Você acredita nisso? Khalil Gibran acreditava (poeta autor da frase).

Não sei quem foi Khalil Gibran. Não quero saber. Quero saber quem inventou o amor - me explica por favor?

Você crê ser possível amar alguém que mal conhece?
Melhor, acreditar ter amor por alguém que pouquíssimo sabe sobre sua vida, modo de funcionamento, história passada, minúcias do presente, planos do futuro. E sentir esse alguém
E amar o alguém que há nele que você não bem conhece mas sente que dane-se. Você o conhece.
Complicado?

Acredita no amar transpondo o físico? Transpondo o contato (verbal, social)?
O amar de um amor que vive por onde nasceu e de onde se alimenta; um amor iniciado no olhar, sustentado pelo olho, mas que há muito transpôs o puro observacional; o olhar. o olhar.

Uma coisa pessoal: acredito muito no "poder" do olhar e na quantia impenssável, imenssurável de imagens, mensagens e agens que podem se dar através dele. Tem um provérbio árabe que diz:
"quem não é capaz de compreender um olhar, tão pouco há de compreender uma longa explicação".

Aqui me findo.
Não, aqui me recolho. Retornarei ao mesmo ponto quando algo dentro de mim estiver mais claro.

05 julho, 2005

Eis nos aqui, em nosso primeiro blog comunitário. Como prega minha tão suada educação, devo, ao fazer as honras, apresentar-me. Como julgo esta uma tarefa muito árdua, optei então por introduzir à minha amiga – que agora, aqui, passa a ser: sócia.

Cecília. Cissa. Cê. Melhor pessoa não havia para fazer esta sociedade; compartilhar textos tortos (não mal escritos), tentar achar uma – ou várias – solução para os problemas que nos afligem – e à sociedade. Na verdade, se trata apenas de um registro, já que às soluções chegamos freqüentemente quando em nossos “momentos de abstração”.

Alguém que não me critica (ok, em termos), que vê meus textos malucos como pura poesia melancólica, que vê na loucura um real sentido pra vida.
Uma pessoa tão complicada e inconstante quanto eu (na verdade, acho que até mais).
Mais uma menina perdida em busca do caminho de tijolos dourados.
Uma amiga. Impulsiva, apaixonada, objetiva.

Não, não venho mais falar. O gostoso das coisas gostosas está no mistério que estas escondem. Vejam, leiam por si sós o que Cecília tem a nos dizer – porque ela tem muito o que dizer para o mundo; ela tem muito o que gritar em bem escolhidos ouvidos (e quem não tem?).

Quanto a mim, vos digo apenas: estas tão garbosas palavras e prosa elaborada são tão somente partes constituintes deste primeiro bem educado contato. Ouvi dizer que primeira impressão fica. Mas que fique também claro que dar-me-ei ao direito de revelar-me em minhas mais variadas formas ao longo do desenvolver deste pomposo Blog. E devo dizer: educação à parte, estas iminentes formas são além mais sinceras do que esta que primeiro vos fala.

Até o próximo contato!